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UMA POSIÇÃO DO PARTIDO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO
DO AEROPORTO DO GALEÃO
Camaradas,
Solicito uma reunião extraordinária da Direção
partidária, em Regime de Urgência, para tratar da ameaça
de privatização do Aeroporto Internacional do Galeão
(Antônio Carlos Jobim), proposta dilapidadora do patrimônio
público patrocinada pelo Governador Sérgio Cabral
(PMDB) que pretende entregar este aeroporto estratégico e
rentável economicamente para o domínio do Capital
internacional (leia-se uma multinacional francesa que faz parte
do mesmo grupo que grilou o RioCentro). Este processo vai significar
perdas gigantescas para o Erário Público e desemprego
em massa.
O
mais imoral é que esta sanha privatista ocorre exatamente
no momento em que o governo federal investe massivamente na revitalização
do Galeão mais de R$ 600 milhões. Ou seja, depois
de se gastar na reforma grande volume de dinheiro público,
do PAC, entrega-se a preço de banana para o capital privado
estrangeiro....Não há dúvida que isso é
coisa de "gestor" tucano.
O partido também precisa cobrar do futuro Prefeito Eduardo
um posicionamento em defesa da manutenção do Galeão
como bem público, inclusive por sua comprovada rentabilidade
e importância para a economia carioca. Por enquanto, a imprensa
tem destacado que Paes tá emcima do muro...
Alguns partidos de esquerda já se posicionam contrários
à privatização e o PCdoB precisa se somar a
mais esta luta do Povo brasileiro.
O atual Presidente da Infraero, do PSB, tem criticado publicamente
este projeto indecente de privatização do Aeroporto
do Galeão e, inclusive, ameaça corretamente
renunciar ao seu cargo, o que vai provocar uma enorme crise política
no país.
NO MUNDO TODO AVIAÇÃO CIVIL É UMA QUESTÃO
DE SOBERANIA NACIONAL E FATOR ESTRATÉGICO DE DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO E SOCIAL.
Saudações,
Sérgio
Ricardo
Membro da Direção Estadual PCdoB-RJ
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/11/03/ult5772u1352.jhtm
Presidente
da Infraero critica projeto de privatizar o Galeão, no Rio
Juliana
Castro - Do UOL Notícias
No
Rio de Janeiro
O
presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, disse nesta segunda-feira
(3) ser contra a privatização individualizada de aeroportos
e que, caso isto ocorra com o Aeroporto Internacional Tom Jobim,
no Rio de Janeiro, pode colocar o cargo à disposição.
"Se
o caminho vai para esse lado, eu me sinto na obrigação
de pôr o meu cargo à disposição. O governo
vai ver o que quer, mas eu tenho a minha posição e
não recuo dela porque acho que estou certo", afirmou
Gaudenzi em entrevista coletiva após a assinatura do contrato
para a realização de obras no terminal 2 do Galeão,
que custarão cerca de R$ 63 milhões.
Até
2010, o custo da revitalização do Galeão é
de R$ 600 milhões. Com isso, o governo espera aumentar a
demanda para 20 milhões de passageiros por ano até
2014, o dobro do que o aeroporto recebeu no ano passado
O
presidente completou, no entanto, que o cargo estaria sempre à
disposição, já que é uma nomeação
do governo. Segundo ainda Gaudenzi, se os aeroportos maiores forem
privatizados, o orçamento para administrar os menores seria
comprometido e "desequilibrado". Assim, o governo ficaria
com "um pires na mão" para conseguir dinheiro.
"Nós
temos 67 aeroportos dentro de uma rede. Eu tenho cinco aeroportos
rentáveis e certamente o Galeão está entre
eles", disse o presidente da Infraero ao explicar que o lucro
desses aeroportos ajuda na administração dos outros
que não têm rentabilidade.
O
presidente da Infraero informou que cabe à empresa administrar
os aeroportos e ao governo decidir sobre a privatização.
"O que eu posso dizer é que há uma análise
sobre o assunto [feita pelo BNDES]", afirmou.
Como
alternativa à privatização, Gaudenzi sugeriu
o funcionamento da Infraero de forma semelhante à Petrobras,
onde o governo toma as decisões, mas há capital privado.
"Esse casamento do público e privado funciona bem",
finalizou.
Polêmica
A privatização do Aeroporto Tom Jobim tem sido alvo
de declarações polêmicas.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chegou a dizer
na semana passada que o Galeão é "pior que rodoviária
de quinta categoria" devido às condições
do aeroporto.
Cabral
reclamou da infra-estrutura e afirmou que a operação
precária do local é o principal obstáculo para
a candidatura do Rio de Janeiro às Olimpíadas de 2016.
O governador ressaltou ainda a nota 3,5 recebida pelo aeroporto
na avaliação do Comitê Olímpico Internacional.
O
secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, foi
ao encontro desta segunda-feira e informou que Cabral segue em defesa
da privatização. "O que o governador está
defendendo é que o aeroporto tenha mais celeridade na tomada
de decisões e agilidade no atendimento dos passageiros",
disse.
Revitalização da zona portuária do Rio O prefeito
eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), reuniu-se com o diretor
de Inclusão Social e de Crédito do BNDES para tratar
dos planos de recuperação da zona portuária
da cidade.
Ao
ser perguntado sobre as críticas do governador, o presidente
da Infraero desconversou e passou a falar das melhorias nas pistas
do aeroporto. Obras Nesta segunda-feira, o presidente da Infraero
assinou um contrato no valor de R$ 63 milhões para obras
de conclusão do terminal 2. O local vai receber instalações
hidrosanitárias e um sistema de combate a incêndio
nas áreas desprovidas de acabamentos.
A
conclusão das obras no terminal 2 está prevista para
fevereiro de 2010. No mesmo ano, o terminal 1 - que já passa
por reparações emergenciais - deve ser desativado
para obras.
Até
2010, o custo da revitalização do aeroporto é
de R$ 600 milhões - 50% proveniente do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) e 50% de recursos da
Infraero. Com isso, o governo espera aumentar a demanda para 20
milhões de passageiros por ano até 2014, o dobro do
que o Galeão recebeu em 2007.
Entre
as obras emergenciais no terminal 1 estão: instalação
dos novos monitores para o Sistema de Informação de
Vôos, reforma de 43 sanitários, revitalização
de todas as pontes de embarque e troca de elevadores e escadas rolantes.
Já entre as obras que ainda serão iniciadas estão:
o novo sistema de esteira de bagagens, as instalações
elétricas e de ar condicionado e a adequação
da atual área de operação do terminal
2.Gaudenzi
foi questionado pelos jornalistas se as obras seriam suficientes
para a melhoria do aeroporto. Ele disse que o local passou por "um
esvaziamento", mas que, após as reparações
no terminal 1, já pensa até na construção
do terminal 3. "Nós temos capacidade de ter quatro terminais",
finalizou. |