| Mais
uma medida do MMA contra a saúde pública e o meio
ambiente!
O
"pacto" do diesel sujo será denunciado à
Justiça para que seja anulado e revisto:
é preciso que a sociedade se mobilize para cobrar o ressarcimento
(indenização) das montadoras de automóveis
e da Petrobras pelos danos provocados à saúde pública
e ao patrimônio ambiental devido à intensa poluição
atmosférica que provocam principalmente nas principais grandes
cidades do país.
JUSTIÇA
NELES!
Sérgio
Ricardo
Dom, 2 de Nov de 2008
Acordo às escuras adia diesel mais limpo no País
Publicado em: 31/10/2008 - 13:16
As
milhares de pessoas e dezenas de organizações que
se engajaram nos últimos anos na luta por um diesel mais
limpo têm agora um motivo forte para lamentar. Contrariando
os interesses públicos e a saúde da população
que respira o ar contaminado nas grandes cidades brasileiras, um
acordo fechado na madrugada de ontem, sem a participação
da sociedade civil, adia por mais
quatro anos a comercialização do diesel com menos
quantidade de enxofre.
A
decisão foi tomada na presença do Ministério
Público Federal (MPF) e ocorreu entre o governo federal e
representantes da Petrobras, da Fecombustível, da Agência
Nacional de Petróleo (ANP), do governo do estado de São
Paulo, da Anfavea e das montadoras de motores. O chamado acordo
judicial foi fechado como parte das compensações pelo
descumprimento da Resolução Conama 315/02, que estabelecia
para o dia 1º de janeiro de 2009 a obrigatoriedade da venda
do diesel com, no máximo, 50 partículas por milhão
de enxofre (50 ppmS), em todo o País.
O
enxofre, altamente cancerígeno, é responsável
pela morte de cerca de 3 mil pessoas somente na cidade de São
Paulo. Hoje, a concentração da substância no
diesel é de 500 ppmS nas regiões metropolitanas e
de 2000 ppmS no interior. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo,
a proporção é de 10 ppm e a tendência
é chegar a zero no curto prazo. A necessidade de controlar
a emissão de poluentes é consenso em todo o mundo.
E os efeitos fatais à saúde da população
são comprovados cientificamente e, no Brasil, têm a
chancela da Faculdade de Medicina da USP.
O
acordo firmado ontem deixa claro que o Ministério Público
Federal e o governo cederam às pressões e abriram
mão de exigir o cumprimento integral da resolução
do Conama. "É uma sentença de morte", enfatiza
Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Grajew também
lembra o compromisso feito pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, durante o seminário "Conexões Sustentáveis:
São Paulo - Amazônia", realizado entre os dias
14 e 15 de outubro, de não fechar nenhum acordo sem a participação
da sociedade civil. "Isso foi desrespeitado. A palavra do ministro
não foi cumprida", completa.
Veja
carta de Oded Grajew enviada ao ministro <http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/2018>
*Decisões
tomadas*
O
acordo fechado às escuras prevê que, a partir 1º
de janeiro de 2009, passa a ser obrigatória a utilização
do diesel S50 nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios
de São Paulo e Rio de Janeiro. Até 2011, gradativamente,
a obrigação passa a valer para as cidades de Curitiba,
Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões
metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas,
São José dos Campos e Rio de Janeiro.
Além
disso, a Petrobras, a partir de 1º de janeiro do próximo
ano, substituirá totalmente a oferta do diesel com 2.000
ppm S por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. E, somente
a partir de janeiro de 2014, o diesel com 1.800 ppm S será
trocado por um com 500 ppmS - padrão exatamente igual ao
comercializado atualmente nas regiões metropolitanas.
Para
o não cumprimento da Resolução 315/02 do Conama,
montadoras de veículos e motores e a indústria do
petróleo alegaram falta de tempo e de logística. "Eles
tiveram mais de seis anos para se preparar, não dá
para aceitar isso como desculpa. Além do mais, o Conama é
uma instância de discussão coletiva e, portanto, a
resolução foi elaborada com a participação
dos mais diversos
setores da sociedade e do governo", contesta Fábio Feldman,
do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas.
*"Compensações
pífias"
*
Na tentativa de "compensar" a sociedade brasileira pela
morte de milhares de pessoas todos os anos e pelos custos ao serviço
público de saúde, ficou decidido que a Petrobras e
as montadoras terão de bancar projetos ambientais.
As
montadoras custearão a construção de um laboratório
de testes de motores (R$ 12 milhões), uma pesquisa nacional
sobre emissões de poluentes (R$ 500 mil) e a fiscalização
da emissão da fumaça preta por ônibus e caminhões
na cidade de SP (R$ 200 mil). Já a Petrobras mandará
R$ 1 milhão para o sistema de fiscalização
da emissão da fumaça de São Paulo."Quem
vai se responsabilizar pelas doenças por causa do não-cumprimento
da resolução?", reforçou Oded Grajew.
*Nova
resolução Conama
Horas
depois do acordo judicial entre montadoras e distribuidoras de combustíveis
ter sido firmado, uma reunião extraordinária do Conama,
em Brasília, aprovava a resolução que prevê
novo prazo para o Programa de Controle da Poluição
do Ar por Veículos Automotores (Proconve), destinado a veículos
pesados novos (P-7). Os membros do Conama definiram a antecipação
da adoção do diesel S-10 nos ônibus e caminhões
em circulação no Brasil para 2012.
Vale
lembrar que a fase anterior, a chamada P-6, é justamente
a que prevê a obrigatoriedade do diesel com 50 ppm S em todo
o País, a partir de janeiro de 2009, e que está sendo
descumprida pelas montadoras de automóveis e pela Petrobras.
Leia
a íntegra do acordo judicial <http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/files/AcordoPetrobras.pdf>
***Os
textos de outras fontes não representam necessariamente as
opiniões do Movimento Nossa São Paulo, mas são
reproduzidos no portal por abordarem questões consideradas
relevantes para o debate público.*
Carta enviada ao Ministro Carlos Minc
Excelentíssimo Ministro Carlos Minc Em primeiro lugar gostaríamos
de agradecer sua presença no evento "Conexões
Sustentáveis", e na cerimônia de assinatura dos
pactos empresariais e governamentais pela preservação
da Amazônia. Na ocasião tratamos sobre o problema do
enxofre no diesel e da resolução Conama 315/2002.
Temos acompanhado e apreciado seus esforços para que nosso
diesel seja menos venenoso e para que leis e resoluções
ambientais sejam respeitadas e implementadas. Sabemos também,
por sua longa militância na área ambiental, da fundamental
importância que tem a sociedade civil na promoção
do desenvolvimento sustentável.
Várias
organizações e setores públicos se empenharam
fortemente nos últimos anos para que a resolução
315/2002 do Conama seja respeitada. Foi neste sentido que estávamos
solicitando que a procuradora Ana Cristina Bandeira Lins promovesse
uma consulta pública para que a sociedade, como parte interessada,
pudesse participar das discussões que o Ministério
Público está promovendo para um possível Termo
de Ajuste de Conduta (TAC) daqueles (ANFAVEA e Petrobrás)
que não estão cumprindo a resolução
315. Ao tomar conhecimento da nossa iniciativa, no dia do evento,
o senhor nos solicitou enfaticamente que não entrássemos
com esta solicitação junto à procuradora para
não atrapalhar a aprovação da nova resolução
do Conama, que prevê o diesel com 10 ppmS e motores Euro IV
para janeiro de 2012. Em contrapartida, o senhor se comprometeria
conosco a promover uma reunião com organizações
da sociedade civil e representantes da Prefeitura e do Estado de
São Paulo, e outros que achar conveniente, para apreciar,
comentar e propor aperfeiçoamentos a uma possível
proposta de um TAC (um pré-TAC). Segundo sua promessa, nenhum
TAC seria firmado antes desta reunião.
O secretário Francisco Graziano, que participou desta conversa,
e eu concordamos com suas ponderações e suas propostas
(simbolicamente apertamos as mãos) e outras entidades (que
têm participado ativamente do processo e tinham assinado a
demanda à procuradora) consultadas posteriormente deram seu
aval ao encaminhamento acertado. Confiamos todos na sua palavra
e no acerto de sua estratégia. Para garantir o encaminhamento
deste processo, peço, por favor, que informe este acerto
à procuradora Ana Cristina Bandeira Lins.
Temos a certeza que, juntos, compartilhamos da crença de
que o envolvimento da sociedade civil e a parceria do poder público
comprometido com a transparência, a ética e o interesse
público são fundamentais para enfrentar o extraordinário
desafio da causa socioambiental. Temos a plena confiança
que este é exatamente o processo que estamos vivendo no caso
do diesel. Já que a próxima reunião do Conama
está marcada para o dia 30/10, permita- nos sugerir que a
reunião para análise do pré-TAC seja marcada
para a semana de 10 de novembro. Uma convocação com
razoável antecedência seria muito importante para viabilizar
a presença de todos.
No aguardo do seu retorno, despeço-me.
Atenciosamente,
Oded
Grajew
Movimento
Nossa São Paulo
Sexta-Feira, 31 de Outubro de 2008 | Jornal O Estado de SP
Fechado acordo tímido sobre diesel Meio Ambiente aceitou
redução de enxofre pela Petrobrás muito menor
do que mandava o Conama.
Alexandre Gonçalves
Foi assinado ontem um acordo judicial para compensar o não
cumprimento da Resolução 315 de 2002 do Conselho Nacional
do Meio Ambiente (Conama), que determinava a adoção,
em todo o País, de um diesel mais limpo, chamado S50, com
50 partes por milhão (ppm) de enxofre. O enxofre é
um poluente com potencial cancerígeno.
O
termo é menos rígido do que diz a norma. É
o caso do diesel fornecido hoje no interior, com 2.000 ppm de enxofre.
Ele será substituído, a partir de 1º de janeiro,
por um diesel um pouco menos sujo, com 1.800 ppm de enxofre. E deverá
ser gradualmente trocado, até 2014, pelo diesel com 500 ppm
de enxofre - 900% mais poluente do que o S50.
Nas
regiões metropolitanas, que hoje recebem o diesel com 500
ppm, apenas os ônibus urbanos serão "limpos",
seguindo cronograma diferenciado. Os ônibus de São
Paulo e Rio serão abastecidos com o diesel S50 no início
do próximo ano. Até 2011, as frotas das cidades de
Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e das regiões
metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas,
São José dos Campos e Rio também receberão
o combustível menos poluente. Só as regiões
metropolitanas de Fortaleza, Belém e Recife serão
totalmente abastecidos com S50 a partir de 1º de maio de 2009.
O
acordo foi assinado pelo Ministério Público Federal
(MPF), governo do Estado de São Paulo, Agência Nacional
de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis,
Petrobrás, Ibama, Cetesb, Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores, 16 montadoras de
veículos e 1 fabricante de motores. Por meio da assessoria,
a Petrobrás informou que os termos por ela propostos foram
praticamente todos aceitos.
COMPROMISSO
Em
setembro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que
o prazo sobre o uso do diesel mais limpo seria mantido: só
carros com motores adaptados para o combustível S50 poderiam
se licenciar.
"Eles
aceitaram a proposta da Petrobrás e da Anfavea", lamenta
Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Segundo Grajew,
Minc havia se comprometido em reunir-se com representantes da sociedade
civil antes de assinar o acordo. "Fizeram isso de madrugada
e sem a participação dos principais interessados."
Ele também questiona a atuação do MPF no caso,
que teria se afastado das organizações civis envolvidas
com o caso.
As
montadores de veículos e a Petrobrás alegaram falta
de tempo e de logística para descumprir a resolução
aprovada em 2002. Um inquérito civil público será
instaurado para levantar de quem é a responsabilidade.
O
Conama aprovou ontem resolução que antecipa para 2012
a adoção do diesel S10, com 10 ppm de enxofre, no
abastecimento de veículos pesados no Brasil. Para veículos
leves, o Conama ainda vai elaborar uma nova resolução.
COLABOROU CRISTINA AMORIM
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid269821,0.htm
Governo recua e autoriza diesel com 1.800 ppm de enxofre Petrobrás
e indústria automobilística desrespeitaram decisão
para reduzir a proporção a 50 ppm até 2009
da Redação SÃO PAULO - A partir 1º de
janeiro de 2009, passa a ser obrigatória a utilização
do diesel S50 - com 50 partes por milhão de enxofre - somente
nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios
de São Paulo e Rio de Janeiro, e não em todos os veículos
diesel de todo o País, como previa resolução
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 2002. A indústria
automobilística e a Petrobrás alegam que não
tiveram tempo de se adaptar à nova norma. Já o diesel
usado nas demais frotas nacionais poderá ter até 1.800
ppm de enxofre, ante os 2.000 ppm atuais. Com o novo acordo, só
a partir de 2011 que a obrigação passará a
valer de forma mais ampla, e ainda assim apenas para as cidades
de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões
metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas,
São José dos Campos e Rio de Janeiro. A decisão
é parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado
na madrugada desta quinta-feira, 30, na presença do Ministério
Público Federal (MPF), entre o governo federal e representantes
da Petrobrás, da Fecombustível, da Agência Nacional
de Petróleo (ANP), do governo do Estado de São Paulo,
da Anfavea e das montadoras de motores. O ajustamento de conduta
teve de ser fechado como parte das compensações pelo
descumprimento da resolução original. Pelo acordo
firmado, a Petrobrás, a partir de 1º de janeiro do próximo
ano, substituirá totalmente a oferta do diesel atualmente
utilizado, com 2 mil partes por milhão (ppm) de enxofre,
por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. E a partir de janeiro
de 2014, será totalmente substituída a oferta de diesel
com 1800 ppm de enxofre por um com 500 ppm. Os fabricantes de veículos
deverão apresentar até 2012 relatório de valores
das emissões de dióxido de carbono e de aldeídos
totais dos veículos pesados a diesel. Também deverão
atender aos novos limites máximos de emissão de poluentes
a serem elaborados e deliberados pelo Conama, em uma nova resolução.
Ao governo, representado pelo Ibama, caberá apresentar proposta
de resolução com pedido de urgência ao Conama
para disciplinar uma nova etapa para limites de emissão de
poluentes por veículos leves comerciais movidos a diesel.
Em setembro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia afirmado
que, a partir de 2009, somente veículos com motores adaptados
para usar combustível S50 seriam licenciados. "Quem
não cumprir que se entenda com a Justiça", afirmara
o ministro.
"Eles aceitaram a proposta da Petrobrás e da Anfavea",
lamentou Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Grajew
afirma que Minc havia assumido o compromisso de se reunir com representantes
da sociedade civil antes de assinar o TAC. "Infelizmente, fizeram
isso de madrugada e sem a participação dos principais
interessados." Ele também questionou a atuação
do MPF no caso. O Conama aprovou ainda resolução que
antecipa para 2012 a adoção do diesel S10 (com 10
ppm de enxofre) no abastecimento de veículos pesados - ônibus
e caminhões - no Brasil.
(com Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo)
Bom dia,
Aproveito essa mensagem enviada pela Dora para fazer um pequeno
relato de parte do que aconteceu na reunião do CONAMA ontem.
Apresentei como conselheira as emendas da secretaria municipal do
verde do meio ambiente de SP (que não tem assento no CONAMA),
e veio o Dr. Volf Steinbaum (da secretaria) para fazer a defesa
dessas emendas. Depois, um pouco constrangida, a representante da
ANAMMA sudeste resolveu também apoiar... Também endossamos
(eu e a Cris da AMDA) a proposta de moção que o Dr.
Volf apresentou, que solicitava uma audiência pública
antes que se fizesse o tal TAC... A representante da ANAMMA Sudeste
se recusou a apoiar dizendo que não poderia "tomar essa
decisão sozinha".
A moção solicitava também que na próxima
sessão do CONAMA fossem convidadas várias pessoas
(da ANP, Petrobrás, Anfavea, montadoras, e os procuradores
envolvidos na ACP que estavam ameaçando fazer o TAC) para
prestar esclarecimentos.
Mas durante a madrugada que antecedeu a reunião do CONAMA
as entidades acima e mais o MMA, suponho, se reuniram e fizeram
o TAC... Isso apesar do ministro ter prometido às diversas
entidades e organizações que pediram a ele uma audiência
faz algum tempo, que a realizaria depois da votação
da resolução que foi de fato votada ontem. A secretaria
municipal, confiando nisso, apresentou a moção para
garantir que a audiência de fato acontecesse, mas fomos surpreendidos
pela noticia de que não haveria mais audiência nenhuma...
Então adaptamos os pedidos da moção para convocar
audiência pública através do CONAMA ANTES DA
HOMOLOGAÇÃO DO TAC na ACP, e convidar todas essas
entidades a comparecerem na proxima reunião do CONAMA para
esclarecerem sobre o TAC... O sr. Volf teve que sair para o aeroporto
e fiquei sozinha com a responsabilidade.
Seguindo uma orientação do Nilo, pedi apoio à
Dra. Andrea Vulcanis (diretora jurídica do IBAMA) para que
orientasse sobre como fazer as alterações de forma
a garantir sua aprovação. Enquanto ela lia a minuta
começou a votação. Fiz a defesa, alegando que
o CONAMA era a instância mais adequada, considerando que se
tratava de uma resolução daquele colegiado que FOI
DESCUMPRIDA pelo próprio governo e empresas. COM O CUSTO
DA VIDA E DA SAÚDE DE MILHARES DE PESSOAS... Também
reclamei da falta de consulta à sociedade civil organizada.
Li partes da moção.
O ministro pela manhã tinha dito que "é preciso
valorizar o CONAMA", e que "as resoluções
deste conselho existem para serem CUMPRIDAS".
Ao final da minha defesa, solicitei que a Dra. Andrea nos orientasse
sobre a melhor forma de alterar o texto para torná-la adequada
aos novos fatos, e convidei-a para que se manifestasse. Surpreendentemente
ela criticou veementemente a moção, solicitou à
plenária que não aprovasse tal texto, que não
era assunto do CONAMA discutir isso, etc, etc. Em nenhum momento
propôs uma redação alternativa, simplesmente
"detonou" a moção.
Em seguida falou o Tiago (ANAMMA, centro-oeste). Fui agora procurar
o nome dele no site do CONAMA e não achei mais, parece que
foi substituído, não é mais conselheiro, mas
estranhamente falou ontem na reunião normalmente como conselheiro.
Tô averiguando isso. Pois bem, o Tiago elogiou ampla e irrestritamente
o MPF, disse que não é verdade que a sociedade não
participou, porque "deve ter sido convidada" já
que a ANAMMA foi e ele compareceu às reuniões, etc...
meio confuso, não entendi de que reuniões ele falou,
que teriam acontecido em SP..
Incitou a platéia a não aceitar críticas ao
maravilhoso MPF, que se trata de uma ACP que não tem nada
a ver com o CONAMA, etc, que o acordo foi "ótimo",
dará recursos para o SUS, e que "eles" exigiram
e conseguiram coisas importantes, etc.
Daí falei por último, e mais ou menos disse que é
verdade sim que a sociedade civil NÃO participou desse TAC,
ao contrário sempre se manifestou contrária tendo
apresentado manifestos e exigido audiência pública
prévia, que não houve, e que nós da sociedade
civil estávamos com a consciência tranquila perante
as pessoas que foram condenadas à doença e à
morte, de não ter feito parte desse TAC, pois certamente
o dinheiro obtido com esse "acordo" se for mesmo para
o SUS será para pagar os velórios das pessoas que
o TAC condenou à morte... Lembrei novamente que em SP morre
uma pessoa a cada 2 horas por problemas causados pela poluição.
Afirmei que não retiraria a moção de pauta
porque a Moção veio de uma entidade que não
estava presente, e minha obrigação ali era defendê-la.
A moção foi rejeitada.
Zuleica Nycz
APROMAC/PR
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