| SUGESTÃO
DE PAUTA:
NOVO
PREFEITO DO RIO É ALERTADO SOBRE URGÊNCIA DO TRATAMENTO
ADEQUADO DO LIXO URBANO PARA EVITAR AMPLIAÇÃO DA EPIDEMIA
DE DENGUE
O Instituto Mobilidade e Ambiente Brasil, formado por especialistas
em gestão ambiental e do lixo urbano, alertou hoje o Prefeito
eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobre a urgência de
ainda no processo de transição do governo serem adotadas
medidas preventivas e educativas para combater a proliferação
da dengue na cidade. Ano passado, dezenas de pessoas morreram vítimas
da epidemia e milhares adoeceram.
Os
técnicos indicam diversas medidas que podem ser imediatamente
mobilizadas pelo futuro Prefeito com destaque para uma vigorosa
campanha de educação ambiental sanitária com
mobilização da sociedade civil, das mais de 1.100
escolas municipais, equipes de postos de saúde, de lonas
culturais entre outras instituições públicas
e privadas. A iniciativa privada também podem ser mobilizadas
para apoiar este processo sócio-educativo custeando a aquisição
de exames de sangue, barracas de hidratação, material
educativo etc.
Além
de melhoria da saúde coletiva as medidas significarão
redução e economia de custos para os cofres públicos
em especial na rede de saúde.
ABAIXO
A ÍNTEGRA DO ALERTA ENVIADO HOJE AO FUTURO PREFEITO CARIOCA
SOBRE OS RISCOS DA DISPOSIÇÃO INADEQUADA DO LIXO URBANO
ATUAR COMO PRINCIPAL VETOR DE PROLIFERAÇÃO DA EPIDEMIA
DE DENGUE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Rio
de Janeiro, 27 de Outubro de 2008.
Prezado
Sr. Eduardo Paes - Prefeito eleito do Rio de Janeiro
Instituto
Mobilidade e Ambiente Brasil, formado por especialistas em gestão
ambiental e do lixo urbano, vêm por meio deste alertar V.
Sa. na condição de futuro Prefeito do Rio de Janeiro
sobre a urgência de, ainda no processo de transição
do governo, serem adotadas medidas preventivas imediatas para combater
a proliferação da dengue na cidade, que tem na disposição
inadequada do lixo urbano o principal foco de proliferação
da epidemia da dengue por se tratar de uma poluição
difusa e espalhada por toda a cidade nos diferentes bairros e comunidades.
Com isso, a administração pública estará
se antecipando à calamidade pública que assolou nossa
cidade, onde ano passado, dezenas de pessoas morreram vítimas
da epidemia e outras milhares ficaram doentes sobrecarregando o
serviço público de saúde.
A
anunciada maior epidemia de dengue no próximo verão
tem como ser minimizada, de forma preventiva e a baixo custo para
os cofres públicos, dando-se um tratamento diferenciado e
prioritário para o lixo, tendo em vista a relação
direta entre descarte inadequado e a proliferação
de mosquitos, com as seguintes posturas:
1)
A curtíssimo prazo:
-
Individualmente: As pessoas podem passar a separar seus resíduos
domiciliar entre os materiais recicláveis (papéis,
metais, plásticos e vidros), e as matérias orgânicas
(cascas, caroços, bagaços, pelancas, ossos, restos
de comidas e papéis de banheiros). A OMA-BRASIL em parceria
com a ONG DOE SEU LIXO está cadastrando todas aquelas pessoas
que querem doar seus recicláveis (www.omabrasil.org.br),
na contra partida informar o quanto se contribui com a redução
de emissões de gases do efeito estufa e outros indicadores.
Todos
os cadastrados terão seus recicláveis coletados em
dia e horários combinados.
-
Coletivamente: adotando uma posição de orientação
pública abrangendo todos os setores da sociedade carioca,
por meio de medidas preventivas a serem adotadas em parceria com
os governos federal e estadual e, principalmente, através
de uma vigorosa campanha de educação ambiental sanitária
com mobilização da sociedade civil, das mais de 1.100
escolas municipais onde estudam cerca de 750 mil alunos, equipes
de postos de saúde, funcionários da COMLURB, bombeiros,
entre outros.
As
lonas culturais e outros equipamentos culturais, e as instalações
de instituições públicas e privadas, inclusive
empresas, podem servir como base de apoio para realização
de exames de sangue da população e para procedimentos
de hidratação.
A
iniciativa privada também pode ser mobilizada para apoiar
este processo sócio-educativo custeando a aquisição
de exames de sangue, barracas de hidratação, material
educativo, transporte de doentes etc.
Destaca-se
ainda o papel das cooperativas de catadores, dos agentes comunitários
de saúde, garis comunitários, e funcionários
da COMLURB e da rede pública de saúde e escolar neste
processo de conscientização ecológica que deve
abranger todos os bairros e comunidades cariocas, numa espécie
de "Arrastão da saúde contra a dengue" .
Os
órgãos de comunicação devem ser mobilizados
para atuar cotidianamente nesta campanha educativa e de solidariedade
humana.
A
identificação e eliminação definitiva
de vazadouros clandestinos de lixo que existem em grande número
principalmente nas Zonas Norte e Oeste da cidade também são
fundamentais e urgentes, medida que deve ser adotada em parceria
pela COMLURB, empresas, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.
2) A médio e longo prazos, o poder público municipal
deve adotar medidas de largo alcance social e ambiental, como por
exemplo:
- participação permanente das cooperativas de catadores
em programas sócio-educativos e na implantação
da coleta seletiva municipal, considerando a contribuição
destes trabalhadores como Agentes Ambientais; devendo o município
remunerar este trabalho considerando a contribuição
destes trabalhadores como Agentes Ambientais;
- mobilização permanente dos agentes comunitários,
garis comunitários, e funcionários da COMLURB e da
rede pública de saúde e da rede escolar nesta campanha
pública; bem como de agentes da Defesa Civil e do Corpo de
Bombeiros;
-
Implantação de usinas de geração de
energia do lixo, como os ECOPOLOS DE ENERGIA E RECICLAGEM propostos
a V. Sa. durante o 2º. turno das eleições, que
foi objeto de sua assinatura como Carta Compromisso e cuja proposta
técnica esperamos sejam adotada já no 1º ano
de governo.
Ressaltamos
que está pronto na COMLURB um Edital de Licitação
para construção do Ecopolo Energético do Caju,
utilizando as instalações e equipamentos da antiga
Usina de Lixo do Caju que encontra-se quase completamente abandonada
e sem uso, e que consumiu na época cerca de R$ 24 milhões,
onde poderá ser tratado 30% da matéria orgânica
do lixo carioca. O volume de lixo gerado diariamente na cidade,
10 mil toneladas por dia, tem potencial para atender mais 8 Ecopolos
menores a serem construídos de forma descentralizada em algumas
regiões da cidade e em parceria, via Consórcio Intermunicipal,
com as prefeituras de Seropédica, Magé, Duque de Caxias,
Nova Iguaçu etc. A publicação deste Edital
de Concorrência Pública pode se dar no 1º. dia
de seu futuro governo e o Ecopolo do Caju pode entrar em funcionamento
ainda em 2009!
Além
de melhoria da saúde coletiva a adoção destas
medidas preventivas e de gestão do lixo urbano significarão
importante economia para os cofres públicos, já que
reduzirá os atendimentos de emergência na rede pública
de saúde.
Por
fim destaca-se que o Rio é uma das únicas grandes
capitais do país onde a coleta seletiva e os programas de
reciclagem pouco avançaram por não ser prioridade
da Administração Pública municipal conforme
concluiu recentemente o TCM-Tribunal de Contas do Município
ao ressaltar a inexistência de articulação e
parceria entre a COMLURB e a Secretaria Municipal de Educação,
que é detentora da maior rede pública de ensino.
Na
certeza de contar com a Vossa análise e encaminhamento das
referidas propostas, nos despedimos desejando votos de elevada estima
e consideração.
Atenciosamente,
Pede
Deferimento,
Nelson Reis - Presidente
Tels: (21) 8854-9924, 2236-5859
[email protected]
Sérgio
Ricardo - 1º Secretário
Tels. (21) 3366-1898, 9734-8088
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