| SUGESTÃO
DE PAUTA: PESCADORES E AMBIENTALISTAS DENUNCIAM CRIMES AMBIENTAIS
DA COMPANHIA SIDERÚRGICA DO ATLÂNTICO (CSA)
EM TRIBUNAL POPUPAR EM LIMA NO PERU E AO PARLAMENTO EUROPEU
Nesta
2ª. feira (dia 12) embarcam para Lima, Capital do Peru,
representantes dos pescadores artesanais da Baía
de Sepetiba e o ecologista Sérgio Ricardo que apresentarão
Estudo de Caso que trata dos crimes ambientais e violação
de direitos humanos e trabalhistas de 8.040 pescadores artesanais
que estão impedidos de trabalhar desde o final de
2005 devido a intensa poluição provocada pelas
dragagens impactantes para construção de mega-siderurgica,
coqueria e porto privado da CSA (Companhia Siderúrgica
do Atlântico) de propriedade da empresa alemã
Thyssen-Krupp e Vale do Rio Doce. Estas obras poluidoras
estão sendo financiadas pelo BNDES-Banco Nacional
de Desenvolvimento econômico e Social e faz parte
do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento
do governo federal.
Desde
dezembro de 2007, fiscais do IBAMA embargaram as obras da
CSA, no entanto o embargo não está sendo cumprido
pela empresa e os órgãos ambientais estão
omissos e coniventes com os crimes ecológicos da
CSA: desmatamento de manguezal, fechamento de rios e canais
com placas de ferro, lançamento de lama contaminada
por metais pesados em cava no fundo do mar, mortandades
de peixes, além da morte de vários operários
no canteiro de obras e de um pescador que foi atropelado
por rebocador da empresa.
A
licença da CSA é ilegal, uma vez que foi dada
pela FEEMA quando a legislação ambiental brasileira
obriga que qualquer empreendimento situado na zona costeira
deve ser obrigatoriamente licenciado pelo órgão
ambiental federal (no caso o IBAMA).
A
denúncia será feita em sessão do Tribunal
Permanente dos Povos (TPP) que ocorrerá em Lima,
do dia 13 a 16 de maio, no marco de "Enlaçando
Alternativas 3"; um encontro de organizações
e movimentos sociais paralelo à Cúpula de
Presidentes União Européia-América
Latina e Caribe. . O Tribunal julgará a atuação
abusiva de empresas transnacionais européias na América
Latina, principalmente a violação de direitos
humanos, sociais, ambientais e trabalhistas, abordando o
regime onde prevalece o poder das corporações
sobre os direitos dos povos. Organizações
sociais da Europa e da América Latina pretendem demonstrar
com isso que a União Européia vem sendo um
importante motor da globalização neoliberal,
com acordos de associação e investimento que
estabelecem condições para que suas grandes
empresas atuem de forma a desrespeitar os direitos dos nossos
povos.
Durante
o Tribunal, os defensores da Baía de Sepetiba também
tem encontro agendado com deputados do Parlamento Europeu
aos quais solicitarão medidas legais e políticas
para impedir a continuidade dos crimes corporativos da Thyssen
Krupp-Vale no Brasil.
Para
maiores informações e contatos em Lima: PACS
Tel. (21) 2210-2124 (Sandra Quintela)
|