Secretário promete que vai fazer tudo para garantir cotas no vestibular 2009


Tribunal de Justiça do Rio suspendeu o sistema de cotas para a UERJ, a UENF e o UEZO, mas falta menos de um mês para a primeira fase das provas. Pais e alunos estão preocupados.

A Justiça do Rio suspendeu nessa segunda-feira (25) o sistema de cotas no vestibular de três universidades estaduais, entre elas a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a primeira do país a adotar a reserva de vagas. A Justiça atendeu a um pedido de liminar do deputado Flávio Bolsonaro (PP) que considera a lei discriminatória.

Faltando menos de um mês para a primeira fase das provas, a decisão está deixando pais e alunos preocupados.

A decisão impede que as vagas sejam destinadas a negros, indígenas, alunos da rede pública, portadores de necessidades especiais, além de casos de alguns filhos de policiais civis, militares e bombeiros.

Tudo ainda depende de um julgamento, mas a suspensão já está em vigor. Esse é um assunto que tem gerado muita polêmica. Por isso, o RJTV conversou com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso que é responsável pelas universidades estaduais.

As três universidades atingidas pela decisão são a UERJ, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO). Como a gente sabe, o vestibular dessas três instituições é unificado, com coordenação da UERJ. A primeira fase está marcada para o dia 21 de junho. Em nota, a UERJ diz que essa decisão da Justiça não vai interferir no processo dessa primeira fase do vestibular, uma vez que as cotas passam a valer só da segunda fase marcada para outubro.

RJTV – Diante de tudo isso, o que os alunos devem fazer? O que essas pessoas que estão atrás de uma cota devem fazer? Aonde buscar informações?

Alexandre Cardoso, secretário estadual de Ciência e Tecnologia – Elas devem ter tranquilidade. Nós queremos garantir que o estado vai tomar as medidas legais para garantir que esse edital é legal e que não vai haver mudança. Eu estou marcando hoje ainda para ir ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Luiz Zveiter, com o três reitores para nós esclarecermos, porque esse vestibular já começou. O edital foi feito com base nessa lei. O outro questionamento é que, quando se arguiu e se conseguiu uma liminar contra a lei de 2008, deve-se valer a lei de 2002. Então, os alunos devem ter tranquilidade, na prova do dia 21. Os pais também deve ter tranquilidade. Nós vamos garantir que o estado fará todo esforço, inclusive a nível federal – vamos a Brasília se tivermos que fazer um recurso – para garantir a lei de cotas para esse vestibular.

A UERJ foi a primeira universidade a dotar esse sistema de cotas que já dura sete anos. Qual é avaliação que vocês fazem sobre esses alunos que já foram beneficiados com essas cotas? Alguns até já se formaram. Há um resultado positivo, uma vez que quem é contra esse sistema alega que ele prejudica os alunos que não são cotistas?

Isso não é verdade. O estudo que nós temos não é esse. Primeiro, é que a UERJ foi pioneira nisso no Brasil, em 2002. Esse mecanismo foi imitado por outras universidades, cobrado agora nas universidades federais. Este ano, o governador Sérgio Cabral aumentou a bolsa. Nós estamos reformulando alguns aspectos que foram adaptados, e o resultado é o melhor possível, principalmente pela integração social. A UERJ é modelo, e as universidades federais estão copiando esse modelo para dar transparência a isso no Brasil.

Fonte: rjtv.globo.com

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