| Estado
planeja reservar recursos para atender pedidos de
enquadramento
por formação de professores
Por:
Djalma Oliveira - Extra
A
espera de professores da rede pública estadual
pelo enquadramento por formação, solicitado
em 2006 e 2007, pode chegar ao fim com o novo ano
que se aproxima. A Secretaria estadual de Planejamento
(Seplag) pretende empenhar (criar obrigação
de pagamento) a despesa necessária para atender
3.255 pedidos em 2009. O impacto orçamentário
ainda está sendo calculado.
O
enquadramento é o aumento a que os professores
têm direito quando conquistam um diploma de
nível de escolaridade superior ao exigido
pelo cargo que ocupam no estado.
Os
processos são referentes aos dois semestres
de 2006 e ao primeiro de 2007. Na última
vez em que foi concedido, em julho do ano passado,
o enquadramento representou reajustes de 12%, 24%
ou 36%, conforme a titulação do docente
(curso normal, graduação, pós-graduação,
mestrado, doutorado ou pós-doutorado).
Segundo
a Secretaria de Educação, o benefício
ficou congelado de 1995 a 2007. Do ano passado até
agora, já foram contemplados 7.892 servidores.
Os pedidos que estão com a Seplag já
foram aprovados pela Educação.
Os
professores podem dar entrada no enquadramento nos
meses de março e agosto de cada ano. Para
isso, é preciso apresentar a documentação
que comprove a graduação.
O
problema do Nova Escola
Se o enquadramento por formação deve
acertar contas em 2009, o mesmo não pode
ser dito sobre o programa Nova Escola. Quem entrou
na Educação a partir de 2006, nunca
viu a cor do dinheiro das gratificações.
A Secretaria estadual de Educação
informou que, como não houve mais avaliação
dos profissionais nos últimos dois anos,
quem ingressou na rede a partir daí não
recebeu porque não havia parâmetro
para calcular a gratificação, que
é variável. Segundo o Sindicato Estadual
dos Profissionais de Educação (Sepe),
cerca de 20 mil servidores ativos estão sem
o Nova Escola.
Não
há prazos
E parece que essa situação ainda vai
demorar para ser resolvida. No início de
outubro, a secretária de Educação,
Tereza Porto, anunciou que um valor fixo de cem
reais seria incorporado aos contracheques de quem
não recebe o Nova Escola, mas até
agora isso não aconteceu. Durante a campanha
eleitoral, o governador Sérgio Cabral prometeu
acabar com o programa e adicionar as gratificações
aos salários, mas, segundo a Secretaria de
Planejamento, o tema ainda está em estudo.
Fonte: www.odia.com.br
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