| Educação:
bônus será pago
Cerca
de 3.500 profissionais da rede estadual que estão
desde 2007 sem a gratificação do Nova Escola
vão receber valores atrasados ainda este ano. Pagamento
começa já em outubro
Por:
Daniela Dariano
Rio
- A Secretaria Estadual de Educação anunciou
ontem que vai regularizar no mês que vem a situação
de 3.500 servidores da rede de ensino que desde 2007 estão
sem receber a gratificação referente ao Programa
Nova Escola. O bônus mensal, que varia de R$ 100 a
R$ 435,10 para professores e de R$ 50 a R$ 217,55 para funcionários
de apoio, voltará a ser pago a esses profissionais.
O mês de setembro será recebido em outubro,
junto com o salário. Ao todo, o estado gastará
R$ 720 mil mensais para recolocar esses trabalhadores na
folha de pagamento do Nova Escola.
Por
terem saído de licença-médica ou maternidade
em 2005, os servidores contemplados com a medida anunciada
pela secretaria não cumpriram naquele ano o mínimo
de 210 dias de trabalho e perderam o direito ao benefício
no ano seguinte. Justo em 2006, foram suspensas as avaliações
do Nova Escola, que serviam de critério para calcular
o bônus recebido por profissionais de cada unidade
de ensino. Assim, muitos professores e funcionários
de apoio não tiveram chance de ser reavaliados e
continuam sem receber a gratificação até
hoje. Os demais servidores recebem mensalmente o bônus
da última avaliação.
ATRASADOS
SERÃO PAGOS
A
Secretaria de Educação anunciou também
que vai pagar a esses 3.500 servidores os atrasados —
referentes a 2007 e a 2008 — ainda este ano. O valor
total está sendo calculado e as datas de pagamento
ainda não foram definidas.
A
secretaria informou que os valores retroativos serão
pagos de duas formas. A gratificação relativa
ao período de janeiro a agosto deste ano será
recebida em folha suplementar. O retroativo de agosto a
dezembro de 2007 deverá ser saldado em um processo
de Despesas de Exercícios Anteriores, mecanismo que
possibilita pagar dívidas relativas a pessoal fora
do ano vigente.
O
órgão estadual adiantou que estuda uma nova
forma de avaliação de professores que venha
a servir de critério para calcular o bônus
do Programa Nova Escola.
Sindicato
diz que há mais prejudicados
O
Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação
(Sepe) vai pedir audiência com a secretária
estadual de Educação, Tereza Porto, para cobrar
esclarecimentos sobre o cálculo que levou a secretaria
a concluir que 3.500 servidores estavam até este
mês injustamente excluídos do programa Nova
Escola. De acordo com o Sepe, o número é bem
maior. Seriam 6.200 professores e funcionários de
apoio nessa situação. Além de outros
cerca de 20 mil que foram contratados a partir da metade
de 2005 e que não foram absorvidos pelo programa
de bônus.
“Estão
considerando só a metade do que deveria ser. O número
de 6.200 foi reconhecido na gestão passada, pelo
ex-secretário Nelson Maculan. Vai ter gente ficando
de fora da medida. A gente gostaria de saber qual foi o
critério”, questionou a coordenadora do Sepe,
Maria Beatriz Lugão.
A
categoria pretende recorrer à Justiça para
que o tratamento do estado seja igual para todos os servidores
na mesma situação: licenciados em 2005 que
perderam a oportunidade de ser reavaliados pelo Nova Escola
e, portanto, também ficaram sem o bônus.
Outra
reivindicação do Sepe é que os novos
concursados sejam incluídos no programa. “O
Nova Escola não foi implantado para mais de 20 mil
servidores”, reclama Maria Beatriz.
Fonte: www.odia.com.br
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