| Educação
abre 20 mil vagas
Universidades
federais vão promover concursos para professores
e técnicos. Há chances no Rio
Por: Andréa Machado
Rio
- O Ministério da Educação vai abrir
concursos para quase 20 mil vagas até o ano que vem.
Ontem, o Ministério do Planejamento autorizou o órgão
a contratar exatos 19.221 servidores, escalonando as contratações
a partir deste mês e durante 2009. Para este ano,
estão garantidas mil vagas para professor, distribuídas
por 49 universidades. Ontem, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, assinou a portaria autorizando o preenchimento
imediato das mil vagas. A publicação sai no
‘Diário Oficial’ da União de hoje.
No
Estado do Rio, serão 12 vagas para a Unirio (Universidade
do Rio de Janeiro), 28 para UFRJ (Universidade Federal do
Rio de Janeiro), 47 para a UFF (Universidade Federal Fluminense)
e 28 para a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro). Alguns processos seletivos já estão
em andamento, informou o Ministério da Educação.
A
portaria do Planejamento também autoriza a contratação
de 3.750 técnicos administrativos em Educação
(Nível Superior) e 4.489 técnicos de Nível
Médio. Há ainda outras 9.982 vagas de professor
para as escolas federais. Oportunamente, o Ministério
do Planejamento vai divulgar um cronograma para preenchimento
dos postos durante o ano que vem. Cada instituição
de ensino será a responsável pela publicação
dos seus editais.
De
acordo com a Tabela de Remuneração dos Servidores
Públicos Federais, do Ministério do Planejamento,
os professores, com dedicação exclusiva, ganham
de piso salarial e dependendo da titulação,
de R$ 1.480 a R$ 4.282. Para 40 horas semanais, a remuneração
inicial varia de R$ 956 a R$ 2.218. E para 20 horas de trabalho
por semana, os vencimentos básicos, sem gratificações,
vão de R$ 352 a R$ 1.414. O salário do técnico
administrativo muda de acordo com o nível: E (cargos
de Nível Superior) ganha R$ 1.747, chegando até
R$ 2.621 com gratificações; salário
base do D é R$ 1.364, chegando a R$ 1.842 com as
gratificações; técnico nível
C recebe R$ 1.143, indo para 1.372; e B ganha R$ 958, chegando
a R$ 1.101.
INSTITUIÇÕES
NO RIO JÁ REALIZAM SELEÇÕES PARA DOCENTES
Em
algumas universidades federais, há concursos públicos
em andamento. A UFF inscreve até amanhã para
professor adjunto I de Análise Estrutural e de Estruturas.
A exigência é ter formação em
Engenharia Civil. Para 40 horas semanais e dedicação
exclusiva, a remuneração é R$ 5.489,64,
já com as gratificações.
Outra
seleção é para professor adjunto de
várias formações. Para Eletrônica,
é preciso ter graduação em Engenharia
Eletrônica, Telecomunicações, Elétrica
com ênfase com Eletrônica ou Telecomunicações;
mestrado ou doutorado em Engenharias, Informática
ou Ciência da Computação. O salário
também é de R$ 5.489,64. As inscrições
nos dois processos são aceitas no saguão da
Reitoria da UFF, na Rua Miguel de Frias 9, Icaraí,
Niterói, das 12h às 15h. A taxa de inscrição
é de R$ 150.
Na
Rural, há uma seleção para professor
substituto nas áreas de Química Orgânica
e Educação Artística/Artes. A jornada
é de 20 horas semanais. As inscrições
são na sede da universidade, na sala 15, 1º
andar do Pavilhão Central, na Divisão de Seleção
e Aperfeiçoamento, BR 465, Km 7, Seropédica.
O prazo vai até amanhã, com taxa de R$ 26.
A remuneração é de R$ 1.079.
Câmara
aprova mais 7.800 cargos
Na
tarde de ontem, a Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados
aprovou o Projeto de Lei 1.746/2007, que prevê a criação
de 7.800 vagas efetivas e de 420 cargos nas universidades
federais. A contratação dos novos servidores
será feita pelo Ministério da Educação.
Depois da aprovação na comissão, a
proposta seguirá para o Plenário em regime
de urgência. Se aprovado, o projeto será encaminhado
para análise no Senado e, por fim, para a sanção
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As
vagas efetivas estão distribuídas pelas funções
de professores universitários (2.800) e técnicos
(5 mil). O texto do projeto previa, além dos 420
cargos comissionados, outros 180 postos de confiança.
Mas foi apresentada uma emenda suprimindo essa parte da
proposta, com o argumento de que, em maio, já fora
autorizada a criação de 900 vagas de livre
nomeação.
Hoje,
o País conta com uma rede de 53 universidades federais,
além de instituições federais de ensino
superior e tecnológico.
Fonte:
www.odia.com.br
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