Cota
para alunos da rede pública
Senado aprova medida que cria reserva em todas as universidades
e escolas técnicas federais
Rio - Universidades e escolas técnicas federais terão
que destinar metade das vagas nos cursos de graduação
para estudantes que fizeram todo o Ensino Médio na
rede pública. A medida ainda depende de aprovação
na Câmara dos Deputados e da sanção
do presidente Lula.
As
instituições terão quatro anos, após
a aprovação da nova lei, para adotar por completo
o sistema de reserva de cotas. Essas vagas terão
que ser divididas de acordo com a proporção
de negros, indígenas e portadores de deficiência
em cada estado brasileiro, segundo o IBGE. As vagas não
preenchidas por cotistas negros e pardos poderão
ser ocupadas por outros estudantes de escolas públicas.
O
projeto de lei que institui as cotas no ensino público
federal foi aprovado pelo Senado e segue agora para a Câmara
dos Deputados, onde deverá receber emendas. O ex-ministro
da Educação, deputado federal Paulo Renato
Souza (PSDB-SP), vai propor emenda para que 50% das cotas
sejam ocupadas por alunos com renda familiar de até
três salários mínimos (R$ 1.245).
A
adoção de cotas por renda e não por
raça é uma das apostas dos parlamentares para
evitar mais polêmica e fazer com que o projeto seja
de fato aprovado. “Em princípio, temos que
lutar para melhorar a Educação Básica
para que todos tenham acesso ao Ensino Superior. Mas já
que temos que reservar cotas, então dos males o menor.
Que as vagas sejam destinadas a alunos da rede pública
que sequer terminam o Ensino Médio”, critica
Yvonne Maggie, antropóloga da UFRJ, que assinou o
manifesto contra cotas entregue ao Congresso.
A
Universidade Federal Fluminense conseguiu ampliar o acesso
de estudantes nos cursos concorridos como Medicina, Odontologia
e Direito. O pró-reitor de Graduação,
Sidney Mello, explica que são concedidos bônus
por mérito de 10% sobra a nota final de alunos de
escolas municipais e estaduais. Também são
reservadas 20% das vagas para professores da rede pública
nas Licenciaturas dos cursos de Física, Química
e Matemática. “Assim é possível
fazer a inclusão social sem se ater a questões
étnicas”, diz.
Justiça
ordena volta às aulas em São Gonçalo
Por
determinação da Justiça professores
de São Gonçalo, em greve há dois meses,
terão que retornar ao trabalho. A liminar foi concedida
ontem pela 2ª Vara Cível da Comarca do município.
O juiz Antônio Augusto Toledo Gaspar entendeu que
a paralisação fere o direito constitucional
à Educação. Na decisão, o juiz
alega que a greve ultrapassou os limites do exercício
do direito à categoria. A multa diária prevista
pelo descumprimento é de R$ 30 mil.
O
Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação
(Sepe) disse que não foi notificado oficialmente
e que o fim ou não do movimento será decidido
em assembléia terça-feira. “Os mais
prejudicados são os estudantes”, afirma a secretária
de Educação, Keyla Nícia.
Fonte: www.odia.com.br
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