ANCESTRALIDADE DEGENERADA EM LIXO URBANO
Ÿ ALDEIA MARACANÃ

Epicentro das manifestações de junho de 2013, por maior transparência das ações do governo, contra a corrupção, mal feitos, uso irregular do dinheiro público, cujos signatários do Caos, estão presos “CABRAL e PEZÃO”.

Fomos surpreendidos com a declaração do Deputado Estadual eleito, Rodrigo Amorim (PSL) que afirmou a imprensa: “que o terreno de 14,3 mil metros quadrados é um “lixo urbano” e que é necessária uma “faxina” no local para “restaurar a ordem”. Prossegue ainda na entrevista, dizendo: “E é logo em um dos trechos mais importantes sob o ponto de vista logístico, numa área que liga a Zona Norte à Zona Sul, bem do lado do Maracanã”. Finalizando, o mesmo acrescenta: “O espaço poderia servir como estacionamento, shopping, área de lazer ou equipamento acessório do próprio estádio do Maracanã. Como carioca me causa indignação ver aquilo do jeito que está hoje”. E finaliza dizendo em um jargão preconceituoso: “Quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, ainda é presidida por um índio”. Quanta besteira... esquece Amorim, ou mesmo deveria lembrar, que estamos na America...

O deputado devia entender que comunismo significa comunidade, e não ideologia de escola sem partido e/ou ideologia marxista leninista. Embora, estamos vimos o desmonte da FUNAI para atender ao agronegócio em prejuízo de todo a sociedade planetária.

Devíamos nos orgulhar e dar apoio a preservação do nosso Eco-sistema equilibrado e deixar para as gerações futuras, um planeta melhor. Diga-se de passagem: se ainda temos florestas e uma rica fauna, devemos aos povos indígenas e quilombolas.

Esqueceu Amorin, de investigar os desmandos que fizeram com o dinheiro público, e os reais motivos que levaram o rompimento da parceria público privada, entre as empreiteiras: Oderbrecht, Andrade Gutierrez e Delta Engenharia, devido a superfaturamento e um prejuízo aos cofres públicos na ordem de 1,2 bilhão. Esse elefante branco, não vai ser resolvido dizendo que ali tem mendigos, e que índio deve ir para a Bolívia. Segundo fontes da imprensa: foram feitos 16 termos aditivos, em uma obra que inicialmente tinha uma previsão orçado em R$ 705,5 milhões.

Entendo que o jovem deputado Branco, “mordido pela mosca azul”, deslumbrado com o voto popular, esqueceu a riqueza trazida pelos povos ameríndios a nossa identidade brasileira, que vai desde o nome de ruas, praias, alimentos e o próprio português que falamos hoje. Causa estranheza para nós da sociedade civil organizada, ao cidadão brasileiro, uma declaração repleta de ódio e preconceito. Como dizia Viveiro de Castro: “No Brasil todo mundo é índio, excetuando que diga que não é”... Pelo que entendo, e com a proximidade que tenho com diversas lideranças indígenas que lutam pelo restauro do antigo Museu do Índio. A convergência vai na direção: do emprededorismo, na Criação de Centro de Convivência Indígena, para venda de artesanato e outros, como também: de uma universidade Indígena, para o fomento do turismo. Basta saber quem faria a gestão em parceria com o Governo do Estado.

Avançando um pouco, estamos em pleno processo da criação do (CEDIND) Conselho Estadual dos Direitos Indígenas do Estado do Rio de Janeiro, onde já aprovamos o RI ( Regimento Interno), que tem ainda o caráter Consultivo, mas pretendemos que ele se torne Deliberativo.

Devido a mudança de Governo e da extinção da Secretaria de Direitos Humanos e Política para as Mulheres e Idosos, Não sabemos ainda como se dará o relacionamento com os novos gestores da Administração publica. O CEDIND, tem uma composição de 24 membros, sendo (6) instituições de defesa de povos originários e indígenas e (6) seis comunidades Aldealdos, alem dos membros do Governo do Estado. Participam ainda, diversos convidados, como: Universidades, Defensoria Publica, FUNAI, dentre outros. E isso é muito bom para o Brasil.

Esperamos com brevidade, podermos pautar com o novo governo Wilson Witzel, a nomeação dos Membros do Governo do Estado, além da nomeação de uma Secretária Executiva, pois o CEDIND, ainda não conta com estrutura e logística para o seu funcionamento.

Rio de Janeiro, 05 de janeiro de 2019.

REINALDO DE JESUS CUNHA - Jornalista – Mat. 36785-RJ Especialista em Ciências Sociais e Religião FEUDUC - Duque de Caxias.
AULA - Associação Universitária Latino Americana
Conselheiro do CEDIND – site: www.aula.org.br

 

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